quarta-feira, 23 de julho de 2014

Sancionada a lei que fixa o piso salarial dos Agentes de Saúde e Combate às Endemias

Foto: Prefeitura Rio Grande
Foto: Prefeitura Rio Grande
A presidente da República, Dilma Rousseff, sancionou a Lei 12.994/2014 que institui o piso salarial para os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) em todo o território nacional. A nova legislação altera a antiga Lei 11.350/2006 e causará um impacto de R$ 3,80 bilhões à União e de R$ 1,89 bilhão aos Municípios.
A lei determina o valor de R$ 1.014,00 (um mil e quatorze reais) para o piso salarial e uma jornada de 40 horas semanais aos agentes. A União irá prestar assistência financeira complementar de 95% do valor do piso.
Também está previsto na lei a instituição do plano de carreira para a categoria, que deverá obedecer as seguintes diretrizes: remuneração equivalente para ACS e ACE; definição de metas para execução dos serviços e equipe; estabelecimento de critérios para progressão profissional e promoção; adoção de modelos de avaliação para assegure ao trabalhador o conhecimento do processo em todas as suas etapas e ao resultado final.
É vedada a contratação temporária ou terceirizada de Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias, salvo em casos de surtos epidêmicos.
Vetos presidenciais
A Lei 12.994/2014 foi sancionada com três vetos parciais:
1. Reajustes do piso – o reajuste ficará a cargo da presidência da República que decidirá quando e de que forma isso acontecerá.
2. Percentual mínimo e máximo do incentivo complementar – com o novo texto, não há previsão do que será investido pela União.
3. Obrigação dos Municípios em elaborar planos de carreira municipal – a presidente alegou que isto viola o princípio da separação dos poderes, previsto no texto constitucional. Portanto, os Municípios não necessitam contratar os agentes como servidores públicos estatutários.
Vitória do municipalismo
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) acompanhou ativamente o projeto de lei em seus oito anos de tramitação. A entidade esteve presente em diversas discussões e audiências no Congresso Nacional mostrando por meio de pareceres técnicos e estudos os impactos financeiros do texto original para os entes federados.
Portanto, o texto e sancionado representa uma conquista para o movimento municipalista. O impacto financeiro da Lei 12.994/2014 foi minimizado.
Consulte Aqui a tabela com os impactos do piso por Estado
Veja íntegra da Lei 12.994/2014
Da Agência CNM

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quinta-feira, 17 de julho de 2014

PAGAMENTO DO PIS/PASEP/2014

Benefício
Abono salarial do PIS e Pasep -2014/2015 começa a ser pago 


O Ministério do Trabalho e Emprego começou a pagar nesta terça-feira (15) o abono salarial do PIS e do Pasep no exercício 2014/2015. A estimativa é que cerca de 23 milhões de trabalhadores tenham direito ao benefício e o montante a ser pago será cerca de R$ 17 bilhões.
De acordo com a pasta, no atual exercício, o Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) antecipou o pagamento, que anteriormente era feito em agosto. Outra mudança no calendário é que os trabalhadores que recebem o benefício em conta-corrente vão ter o depósito de acordo com o mês de aniversário, a partir do dia 15 de julho.
Podem receber o benefício trabalhadores que tiveram os dados informados na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e que atendam aos seguintes critérios: cadastro no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos; ter trabalhado com carteira assinada ou ter sido nomeado efetivamente em cargo público durante, pelo menos, 30 dias no ano-base para empregadores contribuintes do PIS/Pasep (empregadores cadastrados no CNPJ); e ter recebido em média até dois salários mínimos  (R$ 1.448) de remuneração mensal durante o período trabalhado. O valor do abono é um salário mínimo (R$ 724).
Trabalhadores inscritos no PIS recebem o abono salarial nas agências da Caixa e os inscritos no Pasep recebem nas agências do Banco do Brasil, de acordo com o calendário de pagamento. Os inscritos no PIS que tiverem Cartão Cidadão, com senha cadastrada, também podem fazer o saque em lotéricas, caixas de auto-atendimento e postos do Caixa Aqui. Os inscritos devem apresentar um documento de identificação e o número de inscrição no PIS ou Pasep. O prazo final para sacar o abono é dia 30 de junho de 2015.
Para consultas e esclarecimento de dúvidas sobre o PIS, basta ligar para o número 0800-726-0207.
Para tirar dúvidas sobre o PASEP os números são 4004-0001, 0800-729-0001 ou 0800-729-0088 (para pessoas com deficiência). 



TABELA DE PAGAMENTO DO PIS/PASEP – 2014




 FINAL                                         INÍCIO                                        ATÉ


0   E   1........................................15/07/2014...................................30/06/2015

2   E   3........................................14/08/2014...................................30/06/2015

4   E   5........................................16/09/2014....................................30/06/2015

6   E   7........................................14/10/2014....................................30/06/2015

8   E   9........................................14/10/2014....................................30/06/2015



(matéria pesquisado no site:http://pr.ricmais.com.br/economia/noticias/abono-salarial-do-pis-e-pasep-20142015-comeca-a-ser-pago-hoje/

segunda-feira, 26 de maio de 2014



SINTRAMLA REALIZA CAFÉ DA INSEGURANÇA




 Nesta última quarta feira dia 21/05 do ano em curso o SINTRAMLA- sindicato dos servidores públicos municipais de Laranjeiras, realizou um ato público para chamar a atenção de todos da comunidade, principalmente para cobrar das  autoridades Executiva, Legislativas, as medidas em caráter de urgência, no que refere-se a   segurança pública em nosso município.  Este ato público foi realizado em consequência da não valorização dos Guardas Municipais de Laranjeiras e a sequência de casos de  violência e arrastões que vem acontecendo na cidade, principalmente todas as manhãs de sábado quando as pessoas saem das suas casas para irem á feira. Roubos constantes aos estudantes das redes municipais, estaduais e aos universitários, nas portas dos colégios e na universidade.

Percebendo o pouco caso e a negligência concernente ás políticas públicas de segurança  por parte da administração do Prefeito José de Araújo Neto ( o Juca de Bala), é que  foi realizado em frente ao prédio da Prefeitura  à partir das 08 horas daquela  manhã o ato denominado de “CAFÉ  DA INSEGURANÇA PÚBLICA”, onde foi servido a todos presentes um café da manhã compostos de frutas , bolos , pães etc. Esse manifesto em prol  da segurança pública,  contou com a participação dos estudantes da rede municipal ,estadual  e dos estudantes universitários. . Houve também a participação da diretoria do SINDVIPSE-Sindicato dos Vigilantes Públicos do Estado de Sergipe que em sua fala relata sobre a importância da Valorização dos Guardas municipais para a sociedade esclarecendo que o Governo Federal no projeto de lei concedeu os 30% de periculosidade para essas categorias que abrange os  guardas, vigilantes e porteiros reconhecendo assim os riscos que estes profissionais de segurança a que estão expostos. Relata ainda que cidades como Nª Srª do Socorro e outras acataram o projeto de lei e que não entende o porquê o Prefeito atual de Laranjeiras está intransigente neste sentido.
 .  O presidente do SINTRAMLA, Zé Nelson, em seu breve discurso, relata o importante papel que a aguarda municipal, vem desenvolvendo dentro na nossa Cidade, dando suporte a policia militar, para garantir a nossa segurança, onde o mesmo pede ao Prefeito que use o bom senso e cumpra o que determina alei. Já no entendimento do o vice  - Presidente do sintramla o s.r. Elilson Soares, o gestor precisa vir a público esclarecer para a população as medidas que estão sendo tomada no que refere-se a segurança pública, em relação ao corte salarial  de 15%, que tirado dos guardas municipais, o administrador precisa explicar, em que lei o seu jurídico baseou-se ,uma vez  que na administração anterior a então gestora Ione Sobral ,criou a lei, o legislativo aprovou e a mesma sancionou  esse  reajuste de 15%, para algumas categorias, que estavam com seus salários defasados, mediante edital do concurso de 2005.
Referente às políticas salariais, também o atual Prefeito está reprovado tanto quanto nas políticas de segurança pública, insistindo com salários defasados seguindo a mesma filosofia de outros gestores anteriores que deixaram de valorizar  os trabalhadores contribuindo assim com a má qualidade do serviço público.

Mas o SINTRAMLA continuará insistindo na cobrança da valorização dos servidores públicos exigindo a valorização das diversas categorias, pois a população exige e merece um serviço de qualidade para que se faça jus aos altíssimos impostos que pagam.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

ESCLARECIMENTO

ESCLARECIMENTO


Laranjeiras (Se), 06 novembro de 2013


EM VIRTUDE DA INSATISFAÇÃO DE ALGUNS FUNCIONÁRIOS REFERENTE AOS VALORES PAGOS PELA PREFEITURA SOBRE O DÉCIMO TERCEIRO DE 1996, O SINTRAMLA – SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE LARANJEIRAS VEM A PÚBLICO FAZER OS SEGUINTES ESCLARECIMENTOS:
I – REFERENTE AOS VALORES:
·         LOGICAMENTE AS PARCELAS DOS  VALORES DEPOSITADOS PELA PREFEITURA, NÃO SÃO IGUAIS PARA TODOS OS FUNCIONÁRIOS, DEVIDO A DIFERENÇA DE SALÁRIOS DE FUNCIONÁRIOS PARA FUNCIONÁRIOS.
·         OS VALORES SÃO CALCULADOS COM BASE NA PLANILHA DE SALÁRIOS DE 96, A QUAL O SINDICATO ESTÁ AGUARDANDO DA JUSTIÇA PARA O DEVIDO ACOMPANHAMENTO, A FIM DE CONTESTAR VALORES SE ASSIM FOR NECESSÁRIO.
·         O SALÁRIO EXISTENTE NA PLANILHA DE 96 É CORREGIDO A PARTIR DA DATA DE. 01-01-97 ATÉ A DATA DE 12-09-2013, COM BASE DE JUROS DE 0,5 % AO MÊS + INPC PERÍODO ESTE ESPECIFICADO NO TERMO DE AUDIÊNCIA, REALIZADA NO DIA 13/09/2013 NO FÓRUM"LEVINDO CRUZ" EM LARANJEIRAS.
·         OS DESCONTOS FEITOS PELO MUNICÍPIO COMO INSS E PENSÃO O SINDICATO SÓ VAI SE PRONUNCIAR APÓS UMA CONSULTA JURÍDICA JUNTO AO JUDICIÁRIO.
2 - ACORDO ENTRE SINDICATO, MUNICÍPIO E JUDICIÁRIO:
PROPOSTA DO SINDICATO:
·         PROPÔS O PAGAMENTO INTEGRAL A TODOS OS SERVIDORES DE UMA SÓ VEZ.
·          PROPÔS O PAGAMENTO INTEGRAL A TODOS OS SERVIDORES SÓ QUE POR ORDEM ALFABÉTICA.
OBS: - PROPOSTA ESTAS RECUSADAS PELO MUNICÍPIO.

                          PROPOSTA DA PREFEITURA:
·         PROPÔS O PAGAMENTO EM 24 PARCELAS A PARTIR DE JANEIRO DE 2014

OBS.. (COMO O MUNICÍPIO SE MOSTROU RESISTENTE E INSENSÍVEL A PROPOSTA DO SINDICATO, AMEAÇANDO A ENTRAR COM RECURSOS, O QUE LEVARIA MAIS TEMPO PARA O PAGAMENTO DESTES VALORES, O SINDICATO PROPÔS PELO MENOS EM 18 PARCELAS A COMEÇAR A PARTIR DE 05 DE NOVEMBRO CONFORME ESPECIFICADO NO TERMO DE AUDIÊNCIA. MAS COM UMA CONDIÇÃO: CONSULTAR ATRAVÉS DE UMA ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA, OS FUNCIONÁRIOS QUE NÃO RECEBERAM ESTE DÉCIMO DE 96. ASSEMBLÉIA ESTA REALIZADA EM 18/10 DO ANO EM CURSO.
EM FIM, A ATA FOI LIDA E LOGO DEPOIS FOI EXPLICADA  ASSIM TAMBÉM COMO O TERMO DE AUDIÊNCIA, AMBOS EXPLICADOS EM LINGUAGEM SIMPLES PARA ENTENDIMENTOS DE TODOS PRESENTES, MAIS DE 50% DOS FUNCIONÁRIOS QUE NÃO RECEBERAM O DÉCIMO DE 96, INCLUSIVE A DIRETORIA DEIXOU BEM CLARO QUE A PROPOSTA NÃO ERA FAVORÁVEL E SE DEPENDESSE DELA RECUSARIA. MAS TODOS ASSINARAM A ATA CONSCIENTES, ACEITANDO O ACORDO PROPOSTO.
O SINDICATO FEZ A SUA PARTE. GRAÇAS AO SINDICATO ESTA QUESTÃO DO DÉCIMO SOBREVIVEU ATÉ HOJE. SE ALGUÉM FOI INDECENTE, FOI A PREFEITURA, QUE MAIS UMA VEZ NÃO SE PREOCUPA COM O BEM- ESTAR DOS SEUS FUNCIONÁRIOS, NÃO OS RESPEITAM, NÃO OS VALORIZAM DEIXANDO-OS ENTRE A CRUZ E A ESPADA.



  

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

ATA DA ASSEMBLÉIA EXTRAORDINÁRIA SOBRE O DÉCIMO DE 96

Ata de Assembléia Geral do sindicato dos servidores públicos municipais  de Laranjeiras. Sintramla/Se.


Aos dezoito dias do mês de setembro do ano de dois mil e treze, reuniram-se os membros do sindicato dos trabalhadores do município de Laranjeiras/Se, na sua sede na Avenida Rotary nº 58, centro nesta ,para deliberarem sobre as seguinte pauta: Avaliação e aprovação da proposta feita pelo representante do prefeito do município, o secretario de assuntos jurídicos o senhor Rodolfo Santana de Siqueira, referente ao pagamento de décimo terceiro salário do ano de mil novecentos e noventa e seis:Na sala de audiência do fórum Levindo  Cruz,situado na Avenida Alameda das Rosas,nesta cidade, deu-se inicio a audiência de conciliação,com as partes presentes de um lado a prefeitura municipal de Laranjeiras, e da outra o sintramla – sindicato dos servidores públicos municipais de Laranjeiras,dada a palavra ao representante do município, o mesmo lançou a proposta nos seguintes termos; ofereceu vinte e quatro parcelas,com inicio de pagamento em janeiro de dois mil quatorze,o sindicato propôs uma contra proposta nos seguintes termos:dezoito parcelas mensais, com o inicio do pagamento em outubro de dois mil treze.O representante do município,analisou a contra proposta e aceitou os termos: o  município se propõe a efetuar o debito em dezoito parcelas,sendo que os valores serão atualizados,tendo como data inicial de atualização em primeiro de janeiro de mil novecentos e noventa e sete, e data final em doze de setembro de dois mil e treze,aplicando –se como índice de correção monetária o INPC e como taxa de juros 0,5% ao mês,não capitalizados.O município pagara a parte proporcional a cada servidor equivalente a 5,5555% do total atualizado Por mês ,iniciando-se o pagamento no dia cinco de novembro de dois mil e treze,seguindo-se o pagamento no mesmo  dias dos meses subseqüentes: Lido o termo da audiência, pelo secretario geral da entidade o senhor Elilson Soares,que realizou-se no dia treze de setembro de dois mil e treze,na sala de conciliação do fórum levindo Cruz,em seguida a palavra foi franqueada,ao Bacharel Nilton Ramos Inhquite, que usou da palavra para fazer uma explanação sobre a proposta, e salientou que a proposta não é muito satisfatória,mais devido as circunstâncias do andamento do processo, onde por motivos de artifícios na leis do nosso Pais, o referido processo acabaria subindo ao supremo tribunal federal, e alem do mais temos que observar o valor de precatório estabelecido,pelo  município.Passada apalavra para o presidente da entidade o senhor Zé Nelson, salientou que a decisão caberá aos servidores de aceitarem ou não a proposta,mais deixou bem claro que o melhor opção a se fazer no momento é aceitar a proposta.Diante do termino da explanação,iniciou-se o processo de votação,e por unanimidade,foi aceita a proposta, sem nada mais a tratar,eu Elilson Soares que secretariei esta assembléia encerro e lavro essa ata, que segue –se assinada por mim e todos aqui presentes. 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO

O que é assédio moral?

Assédio moral ou violência moral no trabalho não é um fenômeno novo. Pode-se dizer que ele é tão antigo quanto o trabalho.
A novidade reside na intensificação, gravidade, amplitude e banalização do fenômeno e na abordagem que tenta estabelecer o nexo-causal com a organização do trabalho e tratá-lo como não inerente ao trabalho. A reflexão e o debate sobre o tema são recentes no Brasil, tendo ganhado força após a divulgação da pesquisa brasileira realizada por Dra. Margarida Barreto. Tema da sua dissertação de Mestrado em Psicologia Social, foi defendida em 22 de maio de 2000 na PUC/ SP, sob o título "Uma jornada de humilhações".
A primeira matéria sobre a pesquisa brasileira saiu na Folha de São Paulo, no dia 25 de novembro de 2000, na coluna de Mônica Bérgamo. Desde então o tema tem tido presença constante nos jornais, revistas, rádio e televisão, em todo país. O assunto vem sendo discutido amplamente pela sociedade, em particular no movimento sindical e no âmbito do legislativo.
Em agosto do mesmo ano, foi publicado no Brasil o livro de Marie France Hirigoyen "Harcèlement Moral: la violence perverse au quotidien". O livro foi traduzido pela Editora Bertrand Brasil, com o título Assédio moral: a violência perversa no cotidiano.
Atualmente existem mais de 80 projetos de lei em diferentes municípios do país. Vários projetos já foram aprovados e, entre eles, destacamos: São Paulo, Natal, Guarulhos, Iracemápolis, Bauru, Jaboticabal, Cascavel, Sidrolândia, Reserva do Iguaçu, Guararema, Campinas, entre outros. No âmbito estadual, o Rio de Janeiro, que, desde maio de 2002, condena esta prática. Existem projetos em tramitação nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraná, Bahia, entre outros. No âmbito federal, há propostas de alteração do Código Penal e outros projetos de lei.
O que é humilhação?
Conceito: É um sentimento de ser ofendido/a, menosprezado/a, rebaixado/a, inferiorizado/a, submetido/a, vexado/a, constrangido/a e ultrajado/a pelo outro/a. É sentir-se um ninguém, sem valor, inútil. Magoado/a, revoltado/a, perturbado/a, mortificado/a, traído/a, envergonhado/a, indignado/a e com raiva. A humilhação causa dor, tristeza e sofrimento.

E o que é assédio moral no trabalho?

É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras,repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego.
Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador e a organização. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, culpabilizada e desacreditada diante dos pares. Estes, por medo do desemprego e a vergonha de serem também humilhados associado ao estímulo constante à competitividade, rompem os laços afetivos com a vítima e, freqüentemente, reproduzem e reatualizam ações e atos do agressor no ambiente de trabalho, instaurando o ’pacto da tolerância e do silêncio’ no coletivo, enquanto a vitima vai gradativamente se desestabilizando e fragilizando, ’perdendo’ sua auto-estima.
Em resumo: um ato isolado de humilhação não é assédio moral. Este, pressupõe:
  1. repetição sistemática
  2. intencionalidade (forçar o outro a abrir mão do emprego)
  3. direcionalidade (uma pessoa do grupo é escolhida como bode expiatório)
  4. temporalidade (durante a jornada, por dias e meses)
  5. degradação deliberada das condições de trabalho
Entretanto, quer seja um ato ou a repetição deste ato, devemos combater firmemente por constituir uma violência psicológica, causando danos à saúde física e mental, não somente daquele que é excluído, mas de todo o coletivo que testemunha esses atos.
O desabrochar do individualismo reafirma o perfil do ’novo’ trabalhador: ’autônomo, flexível’, capaz, competitivo, criativo, agressivo, qualificado e empregável. Estas habilidades o qualificam para a demanda do mercado que procura a excelência e saúde perfeita. Estar ’apto’ significa responsabilizar os trabalhadores pela formação/qualificação e culpabilizá-los pelo desemprego, aumento da pobreza urbana e miséria, desfocando a realidade e impondo aos trabalhadores um sofrimento perverso.
A humilhação repetitiva e de longa duração interfere na vida do trabalhador e trabalhadora de modo direto, comprometendo sua identidade, dignidade e relações afetivas e sociais, ocasionando graves danos à saúde física e mental*, que podem evoluir para a incapacidade laborativa, desemprego ou mesmo a morte, constituindo um risco invisível, porém concreto, nas relações e condições de trabalho.
A violência moral no trabalho constitui um fenômeno internacional segundo levantamento recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT) com diversos paises desenvolvidos. A pesquisa aponta para distúrbios da saúde mental relacionado com as condições de trabalho em países como Finlândia, Alemanha, Reino Unido, Polônia e Estados Unidos. As perspectivas são sombrias para as duas próximas décadas, pois segundo a OIT e Organização Mundial da Saúde, estas serão as décadas do ’mal estar na globalização", onde predominará depressões, angustias e outros danos psíquicos, relacionados com as novas políticas de gestão na organização de trabalho e que estão vinculadas as políticas neoliberais.
(*) ver texto da OIT sobre o assunto no link:http://www.ilo.org/public/spanish/bureau/inf/pr/2000/37.htm
Fonte: BARRETO, M. Uma jornada de humilhações. São Paulo: Fapesp; PUC, 2000.